Capítulo 6. Análise da qualidade metodológica de Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) com as ferramentas Jadad Scale e PEDro Scale
CAPÍTULO 6
Análise da Qualidade Metodológica de Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) com as Ferramentas Escala Jadad e Escala PEDro
Helena Polmann, Carla Massignan, Cristine Miron Stefani, Graziela De Luca Canto
- Introdução
Este capítulo objetiva apresentar duas das muitas ferramentas disponíveis na literatura para avaliação da qualidade metodológica de Ensaios Clínicos Randomizados, as Escalas Jadad e PEDro, muito populares e aceitas pela comunidade científica1.
- Escala Jadad
A necessidade de avaliar criticamente a qualidade metodológica de ensaios clínicos incluídos em Revisões Sistemáticas já era discutida desde a década de 1980.2 A Escala Jadad foi originalmente desenvolvida em 1996, por uma equipe da Universidade de Oxford, com o objetivo de atender a essa demanda.3 Inicialmente, foi elaborada como ferramenta a ser aplicada em pesquisas sobre dor, sendo adaptada posteriormente para outras áreas da saúde.
Atualmente, a Escala Jadad é uma das mais citadas na base de dados Web of Science e mais utilizadas na comunidade científica da área da saúde1, principalmente, por se tratar de ferramenta de fácil aplicação e interpretação, fatores que contribuíram para sua popularização. Entretanto, apesar de muito utilizada, apresenta algumas limitações importantes, como a não avaliação da ocultação da alocação.4
2.1. Aplicação
A Escala Jadad avalia três itens específicos do estudo, por meio de cinco perguntas binárias de respostas “Sim” (valendo 1) ou “Não” (valendo 0). Essas perguntas estão relacionadas à randomização, mascaramento e perdas e desistências de pacientes e descritas no Quadro 1, seguindo as recomendações de Jadad et al.3 e Halpern e Douglas.5 Enquanto no Quadro 2 são apresentados os itens originais em inglês.
Quadro 1. Itens Escala Jadad
Itens | Pergunta | Descrição | Sim (1) | Não (0) |
Randomização
(máximo 2 pontos, mínimo 0) |
O estudo foi descrito como randomizado? | 1 ponto deve ser adicionado se a randomização foi mencionada. | O estudo foi definido como randomizado, sem necessidade de explicar o método de randomização. | Não foi citado em parte alguma do texto que o artigo foi randomizado. |
A randomização foi descrita e é adequada? | 1 ponto deve ser adicionado se o método de randomização foi adequado.
1 ponto deve ser subtraído caso a randomização seja considerada inadequada. |
Moeda (cara/coroa), métodos de randomização por programas de computador. | Data de nascimento, data de admissão, número de hospitais, dias da semana ou alternância. | |
Cegamento
(máximo 2 pontos, mínimo 0) |
O estudo foi descrito como duplo-cego? | 1 ponto deve ser adicionado se o cegamento foi citado | Citar, por exemplo, “esse estudo foi conduzido como duplo-cego”. | Não descreveu. |
O método de cegamento foi apropriado? (O paciente e o avaliador estavam corretamente cegados?) | 1 ponto deve ser adicionado se o método de cegamento foi apropriado.
1 ponto deve ser subtraído se o cegamento for considerado incorreto. |
Utilizar cegamento correto, como o uso de comprimidos ou injetáveis idênticos, frascos idênticos entre os grupos.
|
Cegamento incompleto. | |
Relato de todos os pacientes
(máximo 1 ponto, mínimo 0)
|
Foram descritas as perdas e exclusões? | 1 ponto deve ser atribuído quando o desfecho de todos os pacientes é conhecido. Se não houver dados, uma explicação deve ser dada. | Detalhar quais participantes foram incluídos no estudo e não completaram o período de observação ou não foram incluídos na análise. O número e as razões para a exclusão em cada grupo devem ser indicados. Se não houve exclusões, também deve constar no artigo. | Não realizou esse detalhamento. |
Fonte: adaptado de Jadad et al.3 e Halpern e Douglas.5
Quadro 2. Formulário para avaliação da qualidade metodológica, por meio da Escala Jadad, na versão original (em inglês)
Jadad Scale
Possible answers: Yes (Y); No (N) |
Score according to the answer |
Was the study described as randomized? | Y +1 |
Was the method of randomization appropriate? | Y +1 / N -1 |
Was the study described as double-blind? | Y +1 |
Was the method of blinding appropriate? | Y +1 / N -1 |
Was there a description of withdrawals and dropouts? | Y +1 |
Fonte: adaptado de Jadad et al.3 e Halpern e Douglas.5
2.2. Interpretação
Para fins de cálculo do escore final, um ponto é adicionado para uma resposta “Sim” a cada um dos primeiros cinco itens, em uma pontuação geral de 0-5.6 Sendo os resultados de 0-2 considerados “baixa qualidade metodológica” e de 3-5 “alta qualidade metodológica”.
2.3. Apresentação dos resultados
A apresentação dos resultados da aplicação da Escala Jadad pode ser em uma coluna adicional na tabela com a síntese descritiva dos estudos incluídos (usualmente denominada “Tabela 1” nos artigos de RS) ou em uma tabela separada, apresentada no texto ou como material suplementar. Um exemplo de apresentação dos resultados da aplicação da escala Jadad é disposto na Tabela 1, abaixo.
Tabela 1. Exemplo de tabela para apresentação de resultados da análise da qualidade metodológica com a Escala Jadad
Author | 1a-Randomized | 1b-Concealment approp. | 1c- Inappropriate | 2a- Double Blind | 2b- Appropriate | 2c- Inappropriate | 3- Follow Up | Total Score |
Brewerton 1966 |
1 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1 |
2/5 |
Guanguye 2001 |
1 |
0 |
0 |
1 |
0 |
-1 |
1 |
2/5 |
Klaber Moffett 1990 |
1 |
0 |
0 |
1 |
1 |
0 |
1 |
4/5 |
Kogstad 1978 |
1 |
0 |
-1 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0/5 |
Shakoor 2003 |
1 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1 |
2/5 |
Wong 1997
|
1 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1 |
2/5 |
Zylbergold 1985 |
1 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1 |
2/5 |
Fonte: adaptada de Graham et al.7
3. Escala PEDro
A Escala PEDro (Physiotherapy Evidence Database) surgiu por meio do trabalho realizado em 1998, por uma equipe de fisioterapeutas do Institute for Musculoskeletal Health da Universidade de Sydney, e é baseada no trabalho de Verhagen et al,8 cujo objetivo era maximizar a eficácia dos serviços de fisioterapia, facilitando a aplicação clínica das melhores evidências disponíveis, mas logo o seu uso se expandiu para outras áreas da saúde.9
A confiabilidade da escala foi classificada como aceitável e é considerada adequada para avaliação da qualidade metodológica em Ensaios Clínicos Incluídos em Revisões Sistemáticas.10 Além disso, cabe destacar que é possível realizar um treinamento on-line, oferecido pelo grupo PEDro, para uso da ferramenta, inclusive, para uma versão validada em português. O treinamento é pago e pode ser acessado por três meses. Mais informações podem ser encontradas em https://pedro.org.au/english/resources/pedro-scale/.
3.1. Aplicação
A escala PEDro é composta por 11 critérios. O item 1 (“os critérios de elegibilidade foram especificados”) remete à validade externa e não será somado para a avaliação da qualidade metodológica. Deve-se avaliar a origem dos participantes (hospital e clínica, por exemplo) e os critérios de inclusão e exclusão, a fim de observar a generalização dos resultados. Os critérios 4, 7-11 (resultados-chave) são resultados que fornecem o indicador primário da eficácia (ou falta de eficácia) da terapia. Esses itens estão explicados no Quadro 3.8
A maioria dos estudos utiliza mais do que uma variável como medida de desfecho, mas, pelo menos, um desfecho-chave deve ser escolhido para aplicação da ferramenta.9 O Quadro 4 apresenta os itens da Escala PEDro na versão original, em inglês.
Quadro 3. Itens da Escala PEDro (versão validada em português)
Itens | Sim (1) | Não (0) |
Randomização | É necessário apenas citar que a distribuição dos indivíduos foi aleatória, porém o método de aleatorização não precisa estar descrito. Porém uma vez realizada, esta descrição precisa ser completa e detalhada, para possibilitar o julgamento. Moedas e dados são considerados métodos de randomização adequados. | Data de admissão, número de prontuário ou data de nascimento. |
Ocultação da alocação | Detalhar que o responsável pela distribuição não fazia parte da avaliação posterior ou que envelopes opacos fechados foram utilizados. Assim como, o paciente também não sabe em qual grupo ele está alocado. | Não houve sigilo ou não foi descrito. |
Os grupos eram semelhantes no que diz respeito aos indicadores de prognóstico mais importantes no baseline (início do estudo)
|
Deve apresentar, em tabela ou texto, características do estudo: idade, sexo, comorbidades. Assim como apresentar uma distribuição semelhante entre os grupos, para possibilitar as comparações. | Não apresentou as características do estudo. |
Todos os sujeitos participaram de forma cega no estudo – cegamento dos participantes
|
Ser cego para o estudo significa que a pessoa em questão (sujeito, terapeuta ou avaliador) não conhece qual o grupo em que o sujeito está incluído. Nos estudos clínicos em que os desfechos-chave são relatados pelo próprio (por exemplo, escala visual analógica, registro diário da dor), o avaliador é considerado “cego”, se o sujeito foi “cego”.
|
Não apresentou a descrição desse cegamento. |
Todos os fisioterapeutas que administraram a terapia fizeram-no de forma cega – cegamento de quem fez a intervenção
|
||
Todos os avaliadores que mediram pelo menos um resultado-chave, fizeram-no de forma cega – cegamento do avaliador de desfecho.
|
||
Medições de pelo menos um desfecho-chave foram obtidas em mais de 85% dos sujeitos inicialmente distribuídos pelos grupos
|
Detalhar o número inicial de pacientes incluídos nos grupos, como o número de sujeitos a partir dos quais se obtiveram medidas de desfechos-chave. Nos estudos clínicos em que os resultados são medidos em diferentes momentos no tempo, é necessário que, pelo menos, 85% dos pacientes inicialmente alocados em cada grupo sejam avaliados no follow-up. | Não detalhar o número inicial e de follow-up dos participantes. |
Todos os sujeitos, a partir dos quais se apresentaram medições de desfecho, receberam o tratamento ou a condição de controle, conforme o grupo alocado ou, quando não foi esse o caso, fez-se a análise dos dados para, pelo menos, um dos desfecho-chave por “intenção de tratamento” | Referir explicitamente que todos os sujeitos receberam o tratamento ou condição de controle, conforme a distribuição por grupos.
|
Não detalhar que todos os participantes receberam tratamento. |
Os resultados das comparações estatísticas intergrupos foram descritos para, pelo menos, um desfecho-chave.
|
A análise pode ser uma simples comparação dos resultados medidos após a administração do tratamento ou a comparação das alterações em um grupo em relação às alterações no outro | Não apresentar as comparações estatísticas do estudo. |
O estudo apresenta tanto medidas de precisão como medidas de variabilidade para, pelo menos, um resultado-chave. | Irá depender da medida de avaliação utilizada no estudo. Podendo ser apresentado por gráficos, figuras ou no texto corrido. | Não apresentar, detalhadamente, os resultados no texto corrido, gráfico ou figuras. |
Fonte: adaptado de Shiwa et al.9
Quadro 4. Formulário para avaliação da qualidade metodológica, na versão original (inglês), da Escala PEDro
PEDro Scale Possible answers: Yes (Y)/No (N) |
Answers |
Where in text |
2. Subjects were randomly allocated to groups (in a crossover study, subjects were randomly allocated an order in which treatments were received) | ||
3. Allocation was concealed | ||
4. The groups were similar at baseline regarding the most important prognostic indicators | ||
5. There was blinding of all subjects | ||
6. There was blinding of all therapists who administered the therapy | ||
7. There was blinding of all assessors who measured at least one key outcome | ||
8. Measures of at least one key outcome were obtained from more than 85% of the subjects initially allocated to groups | ||
9. All subjects for whom outcome measures were available received the treatment or control condition as allocated or, where this was not the case, data for at least one key outcome was analysed by “intention to treat” | ||
10. The results of between-group statistical comparisons are reported for at least one key outcome | ||
11. The study provides both point measures and measures of variability for at least one key outcome |
Fonte: adaptado de PEDro – Physiotherapy Evidence Database.11
3.2. Interpretação
A pontuação final pode variar entre 0 e 10 pontos. O primeiro critério não é considerado para a pontuação final, visto que avalia a validade externa do estudo. Então, os critérios 2 a 11, quando classificados como satisfatórios, são somados, resultando na pontuação final. Estudos em que os critérios somam de 0 a 4 pontos são considerados de baixa qualidade, 5 e 6 pontos, de qualidade intermediária; e 7 a 10 pontos, de alta qualidade.12
3.3. Apresentação dos resultados
A apresentação dos dados é, geralmente, dada em tabelas ou quadros. Um exemplo pode ser encontrado na Tabela 2.
Tabela 2. Exemplo de tabela para apresentação de resultados da análise da qualidade metodológica com a Escala PEDro
Study | 1* | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | Total |
Mendes et al., 2013 | x | x | x | x | x | 4 | ||||||
Ogalha et al., 2011 | x | x | x | x | x | x | 5 | |||||
Mutimura et al., 2008 | x | x | x | x | x | x | 5 | |||||
Hand et al., 2008 | x | x | x | x | x | x | 5 | |||||
Filipas et al., 2006 | x | x | x | x | x | x | x | x | x | 8 | ||
Dolan et al., 2006 | x | x | x | x | x | x | x | 6 | ||||
Rojas et al., 2003 | x | x | x | x | 4 |
Legend: 1: eligibility criteria and source of participants; 2: random allocation; 3: concealed allocation; 4: baseline comparability; 5: blinded participants; 6: blinded therapists; 7: blind assessors; 8: adequate follow up; 9: intention-to-treat analysis; 10: between group comparison; 11: point estimates and variability.
*Item 1 does not contribute to the total score.
Fonte: adaptada de Gomes Neto et al.13
4. Considerações finais
Embora sejam amplamente aceitas pela comunidade científica, de fácil aplicação e interpretação, tanto a Escala Jadad quanto a PEDro são ferramentas para a avaliação de qualidade metodológica e não de análise de risco de viés. Portanto, em Revisões Sistemáticas de intervenção, em que Ensaios Clínicos Randomizados foram incluídos, ferramentas para a análise do risco de viés, como a Cochrane RoB 2.0, devem ser a primeira opção, o que não impede a aplicação simultânea de instrumentos para a análise da qualidade metodológica.14
Referências
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